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REABILITAÇÃO DE MEMÓRIA E TERAPIA COGNITIVOCOMPORTAMENTAL NO DISTÚRBIO DE MEMÓRIA ASSOCIADO À DEPRESSÃO: MELHORANDO A QUALIDADE DE VIDA
Mônica Portella & Maurício Bastos
Podemos observar em pacientes portadores de depressão, uma diminuição da capacidade da memória imediata e de aprendizado, bem como um rebaixamento da atenção e concentração, prejuízo da orientação e perda do interesse no ambiente. A presente pesquisa tem como objetivo verificar se as estratégias de otimização cognitiva como:
1) estratégias internas - prática de repetição, associação e técnicas de estimulação; 2) técnicas de compensação – consistem no uso de métodos alternativos para fazer com que os pacientes realizem tarefas no seu dia-a-dia; podemos lançar mão de estratégias de ajuda externa, auto-instrução e adaptação do meio ambiente; 3) e a terapia cognitivo-comportamental ajudam na recuperação do distúrbio de memória associado a depressão, ajudando a melhorar, conseqüentemente, a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes.
Participaram da pesquisa 22 pacientes do sexo feminino portadores de distúrbio de memória associado a depressão, com idades variando de 65 a 83 anos.
Os participantes foram divididos em 2 grupos: grupo experimental (que foi submetido ao programa de reabilitação de memória e a terapia cognitivo-comportamental) e de comparação (submetido a terapia comportamental). Inicialmente foi realizada uma avaliação médico-psicológica, que consistia em: exames neurológicos, avaliação neuropsicológica, avaliação do bem-estar e da qualidade de vida, check-list e entrevista semi-estruturada.
Após o levantamento das queixas e uma avaliação inicial foi feito um plano de tratamento para ambos os grupos. As estratégias empregadas no programa foram selecionadas e adaptadas, quando necessário, de acordo com os interesses e queixas de cada paciente.
O programa consistia em exercícios diários, realizados em casa e em diversas estratégias de otimização cognitiva e terapia cognitivo-comportamental empregadas durante as sessões. Os pacientes freqüentaram o programa, a princípio semanalmente por um período médio de quatro meses.
Observamos, através do relato dos pacientes pertencentes ao grupo experimental (reabilitação de memória associado a terapia cognitivo-comportamental) e dos instrumentos de avaliação (avaliação médico-psicológica, exame neuropsicológico, check-lists, entrevistas, etc), que estes conquistaram um maior nível de autonomia no que se refere as suas dificuldades de memorização, melhora do bem-estar e da qualidade de vida após o treinamento.
A análise da auto-avaliação de memória, entrevista semi-estruturada e check-lists mostraram que as queixas diminuíram após o programa. O grupo de comparação (terapia cognitivo-comportamental) também conquistou melhora no bem-estar e na qualidade de vida após a intervenção.
A análise da auto-avaliação da memória, entrevista semi-estruturada e check-lists mostraram que as queixas de memória também diminuíram após o programa, no entanto estes resultados não foram tão expressivos quantos os resultados obtidos no grupo experimental.
Concluímos, que os pacientes do grupo experimental apresentaram uma melhora significativa do distúrbio de memória associado a depressão e que a terapia cognitivo-comportamental (mesmo não sendo uma estratégia voltada para problemas de memória) ajudou os pacientes pertencentes ao grupo de comparação a lidar de forma mais eficaz com as dificuldades de memória da vida diária.
Modalidade do trabalho: Mesa redonda.
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